sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Luiz Carlos Prestes recebeu dinheiro das multinacionais

Por Práxis 10/01/2010 às 12:05

Para desespero da "esquerda" tradicional e pelega, foi o próprio Prestes que admitiu isso em seu livro de memórias ditado aos jornalistas Dênis de Moraes e Francisco Viana, intitulado "Prestes: lutas e autocríticas" (Editora Mauad). O livro é de 1982 e surpreende que esse trecho não seja divulgado e discutido.

Lá pelas páginas 58, 59 e 60 do livro (edição de 1997), Prestes revela que, durante seu "exílio" na Argentina, em 1928-1930, trabalhou como diretor numa multinacional do ramo da construção que atuava na Argentina, no Uruguai e no Brasil. Ele não identifica a empresa, apenas diz que era uma firma inglesa com participação de capitais argentinos (típico empreendimento que junta um truste internacional a sócios da burguesia nativa submissa).

O trecho mais curioso sobre a experiência de Prestes como marionete do imperialismo é esse, em que ele revela como arrancava o sangue dos operários para agradar à matriz. Leia-se abaixo:


"Eu logo descobri nos primeiros dias que era um bom explorador da força de trabalho do operariado. Organizei o trabalho e fiz o pessoal render o dobro. O que fiz? Inverti o horário: ao invés de começar às 8 horas, o expediente passou a se iniciar às 4 horas da madrugada, sob frio intenso e com a estrada iluminada por holofotes, e terminava ao meio-dia. Os operários tinham apenas um intervalo de 15 minutos para o café. No início, os donos da empresa reagiram, mas voltaram atrás quando viram que, com o novo ritmo, os operários estavam rendendo mais. Foi inclusive nessa época que eu mais tive tempo livre para ler Marx. Chegava em casa, tomava um banho, almoçava, descansava e ia ler".


Diante de passagens como essa, fica difícil para a esquerda reformista e pseudo-revolucionária defender seu maior ícone, assecla confesso do grande capital apátrida e espoliador que fingem combater. Se houve alguém que ajudou a barrar a revolução no Brasil, não foram as ditaduras de Vargas e dos militares, foi a direção pelega, reacionária e entreguista do PCB e outras agremiações assemelhadas. Não preciso nem lembrar que foi Prestes, em 1962, que se manifestou CONTRA a iniciativa das Ligas Camponesas de treinar e organizar guerrilhas no Nordeste, durante o governo pseudo-reformista de João Goulart.

PCB recebia mesada das multinacionais nos anos 40 e 50
Por Práxis 11/01/2010 às 17:53

Dou seqüência ao debate que iniciei em outro post, quando trouxe à tona a colaboração confessa de Luiz Carlos Prestes com o truste britânico que atuava nos países do Cone Sul no ramo da construção de obras (deceerto superfaturadas). Como todos lembram, usei uma passagem pouco conhecida do próprio livro de memórias de Prestes.

Alguns representantes da "esquerda" tradicional e pelega me contestaram, como se vê nas mensagens postadas em:

http://brasil.indymedia.org/pt/green/2010/01/462503.shtml

Em vão tentam acobertar o óbvio: o caráter reacionário, colaboracionista e entreguista do PCB e outras organizações similares. Agora, tiro de minha biblioteca mais uma prova de que toda a direção do PCB era vendida, não apenas Prestes.

Trata-se do livro de memórias do jornalista Samuel Wayner, figura conhecida que colaborou primeiro com o então clandestino PCB, durante os anos 40, e depois passou a apoiar o peleguismo varguista, quando ganhou de presente o jornal Última Hora, com acesso aos cofres do Banco do Brasil, já nos anos 50.

O livro, intitulado "Minha razão de viver" (Editora Record, 1987) traz algumas revelações interessantes, algumas convenientemente esquecidas pela "esquerda" tradicional, lá nas páginas 100 a 115. Nos anos 40, Wayner trabalhou na redação dos jornais "Diretrizes" e "A Manhã", ambos do PCB. Supresa! Ambos os veículos eram subvencionados pela Light, multinacional canadense do setor elétrico que só veio a ser nacionalizada em 1979. Um dos trechos vai aí embaixo:

"Kenneth McCrimmon era o diretor da Light, que distribuía propinas a todos os jornais da época. Mesmo os jornais do PCB, a Manhã e Diretrizes, recebiam uma verba da Light. Nossos editorialistas mais influentes recebiam diretamente da empresa pagamentos destinados a torná-los dóceis diante das imoralidades que a beneficiavam. As exceções eram raríssimas".


O que a "esquerda" tradicional, pelega, entreguista vai dizer agora? Que o PCB não era lacaio do imperialismo? Sempre haverá aqueles que se apressarão em alegar que foi "um erro" do Partido. Não se trata de "erro", mas de crime consciente. Colaboracionismo descarado.



NEM PARTIDO - NEM PATRÃO

SINDICATO REVOLUCINÁRIO

FOSC -FORGS -COB -AIT

CRISIS EUROPEA

quinta-feira, 14 de julho de 2011

IMAGENS DA GREVE GERAL DE 1917

http://cepsait.blogspot.com/

A COB 1987 na Semana Francisco Ferrer em Viamão‏

CLIQUE ENCIMA PARA AMPLIAR



Foi noticiado lá na Espanha, em 1987.



Cronograma de ações de inverno FORGS/COB-AIT

Programação Cultural e Associativa

A vocação do Centro Cultural e Artístico de Porto Alegre permanece inalterada, desde sua criação em 1953, retomamos e avançamos o trabalho em prol da Cultura e da solidariedade, sem perder a perspectiva de que só atingiremos o nosso objetivo, se construirmos, em comum, com o esforço de cada um de nós.
19 de Julho, terça feira, 20h (Centro Cultural e Artístico*)
A VERDADE HISTÓRICA SOBRE A LUTA DO SINDICALISMO REVOLUCIONÁRIO PELA LIBERDADE NA EUROPA E NAS AMÉRICAS.
- Exposição de materiais sobre a Revolução Espanhola;
- Apresentação do filme ”A Mulher do Anarquista” que retrata a guerra e suas conseqüências no âmbito familiar;
20 de julho, quarta feira, 20h (Centro Cultural e Artístico*)
- A Revolução Espanhola de 1936; sobre as influencias do processo histórico, no âmbito da Sociedade Espanhola de Socorros Mútuos de Porto Alegre;
- Discussão sobre a Destruição do Cemitério Espanhol em Porto Alegre;
(*) Sala de Multimeios do Centro Cultural e Artístico – FORGS/COB-AIT
Rua Visconde do Rio Branco, 487 – 401- Bairro Floresta
Porto Alegre (RS)
23 e 24 de julho: Plenária Extraordinária de delegados da FORGS (municipal, estadual).
Pauta
- A bandeiras de lutas da COB/AIT
- Contra o Desemprego e o trabalho precário: A Luta por um Salário Mínimo de R$ 826,00.
- A luta pela vida e contra todas as misérias: Direito a uma jornada de trabalho de 6 horas diárias e 30 semanal, sem redução salarial.
- Contra o trabalho sem direitos: Solidariedade na luta contra as empresas que não cumprem com os direitos dos trabalhadores.
- A construção de núcleos sindicais pró Sindicatos de Trabalhadores em Artes e Oficios Vários – Sindivarios nas cidades do RS,
- a construção de seções Sindicais nos locais de trabalho, moradia, arte, estudo, esporte, cultura, lazer.
- Centro Cultural e Artístico: Coletânea 1 de Maio de 2011, lançamento em Setembro.São Paulo e RS.
- Edições do Centro de Estudos e Pesquisa Social. EM CONSTRUÇÃO
30 e 31 de Julho: Plenária Extraordinária de delegados da COB/AIT (São Paulo)
Pauta( *)
- Solidariedade Internacional: Os temas da Plenária da IWA/AIT, em Varsóvia,
- Solidariedade Continental: A retomada da Associação Continental Americana dos Trabalhadores –ACAT, de1929, fundada em Buenos Aires.
- Solidariedade Regional: as bandeiras da COB/AIT
1- Contra o Desemprego e o trabalho precário,
A Luta por um Salário Mínimo de R$ 826,00, por um aumento de 62% nos salários, relativos a maio de 2010.
- Sobrevivência é um Direito de todos.
– Direito de Todos a igualdade no trabalho,
- O Direito a equiparação salarial com mesmo percentual de reajuste, pago a classe política, de 62%, e vantagens; os auxilio moradia, alimentação, educação, saúde, transporte, comunicação, previdência.
- O Direito Coletivo dos cidadãos a usufruírem dos frutos do seu trabalho.
- Direito a uma Economia Social.
- A autogestão do trabalho através da coletivização sindical dos meios de produção e administração pública.
2 – A luta pela vida e contra todas as misérias
- Direito a uma jornada de trabalho de 6 horas diárias e 30 semanal. Direito de todos, ao estudo e, a vida.
- Redução da jornada, sem redução salarial.
- Trabalhar menos para todos trabalharem!
3 – Contra o trabalho sem direitos
Denuncia das empresas que não cumprem com os direitos dos trabalhadores.
Solidariedade ao Icaro Poleto e os companheiros do Sindivários de ARAXÁ, MG.19, 20, e 21de Agosto: Debate em memória a SACCO E VANZETTI (Biblioteca Comunitária Simões Lopes Neto, rua José Veríssimo 252, Bairro Harmonia, Canoas.
Dia 19 agosto, terça feira, 19 h Depoimento e debate
- a história da repressão aos trabalhadores imigrantes nas Américas;
- a xenofobia à saga da migração (interna/externa) e, suas chagas históricas;
- a construção, em1929, da Associação Continental Americana dos Trabalhadores – ACAT;
- a destruição do Movimento Operário Organizado nas Américas;
Política sobre direitos civis, minorias e imigração. Do Plano Roosevelt (EUA), corolário à Doutrina Monroe “o direito de invadir e interferir politicamente nos países vizinhos para impor a ordem. Da" América para os americanos". Política do BIG STICK (Fale com suavidade e tenha na mão um grande porrete). http://www.youtube.com/watch?v=&feature=player_embedded
Dia 20 agosto, quarta feira, 20h
- apresentação de filme “in memória” a Sacco e Vanzetti;
Sala de Multimeios do Centro Cultural e Artístico – FORGS/COB-AIT
Rua Visconde do Rio Branco, 487 – 401- Bairro Floresta- Porto Alegre (RS)
Dia 23 agosto, sábado, 23h, Som de Protesto, Canoas, EM CONSTRUÇÃO
Setembro
- Coletânea 1 de Maio de 2011, lançamento em Setembro.São Paulo e RS. EM CONSTRUÇÃO